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alguém salivara as palavras, outro alguém arranjara uma melodia paralela, e ali estava escrito que, sem dúvida, aquele mito era verídico e definitivamente existia. Quantos corpos ali se cosiam, quantas almas reviviam um passado frio e descrente nas mãos de alguém. A brilhantina na língua do povo, a droga no camarim de todos os hemisférios sem sociedade e batimento cardíaco estavam ali – era uma reunião de famílias felizes, era um aplauso para todos aqueles modelos das publicidades para elixires e pastas dentífricas. Tornariam a conferir em agendas todos os slows malignos e palavreados que teriam de amarrar à esfinge que engolem em todas as reuniões e telefonemas. Nudez de quaisquer frases, a consequência despida de todos os delírios dos donos do mundo, a surdez tão pouco incomodativa de todos aqueles passos que são consumidos numa ágora faminta e desviada de todos os percalços, com todas as barreiras animais e sedentas a caírem sem ninhos tão menores e imaginados. Sim, era isso tudo. Agora o presente utilizava sucessivamente todos aqueles “olá” e “és tão educado(a)” que outrora eram cantados com a ponta dos pés. Apertos, línguas alheias, palavras e muralhas, quintais e facas de borracha. Meditação citadina, agora a cama de todo o afecto cínico de quaisquer povos rurais entre prédios e bombas. Enforcaria a minha própria educação, traria aos olhos de pobres mentais aquela explicação suada pela infantilidade dos trajes finos e etiquetas tão pouco ridículas aos ouvidos de quem idolatra os gritos de risos exasperados. Lá em casa chamavam-lhe ninguém, mas sempre com letra maiúscula, e faziam dele o centro do mundo. Imitavam todas as peregrinações ao fim do crepúsculo e sonhavam com todas as feridas psicológicas que nosso senhor iria curar. Vida, caminhos, buracos, fumo transparente, oxigénio opaco, línguas tão pouco estrangeiras em países estrangeiros em que se tornaram os lares; era ali. Iria cair uma nuvem, iria cair a desgraça que nenhuma glória (ou Maria) iria descontrolar – a mim chamavam controlada. Todo o desapego carnal da nudez feminina na mente do papa vinha agora ao de cima e todas as gentes gritavam “aleluia” por entre as ruas fabricadas de bisturis do chinês, de sinfonias assassinas que ninguém ouvia, mas acabava por palpar e chorar o mundo. Ia cair, e todas as catástrofes desastrosas dos ricos pobres iam morrer dentro de três segundos passados. Fujam! Corram! Morram. Paralelos de madeira, pés de chumbo rosa, gritos sem cálcio, pernas de lesma e câmaras lentas. Era ali que ninguém iria sentir-se em casa, era ali que todas as paredes iam sentir-se escritas conforme a luz do tempo e o som da vida. Ninguém vivia, sim; mas com letra minúscula. Era o suicídio que servia o pequeno-almoço, naquela casa, e era o pânico decisivo tanto pelo contrário que soletrava a melodia de fatiga que sempre foi com “parabéns a você”. Era ali, e só ali, que o pânico a bordo soletrava gargalhadas, e o pai era vendedor ambulante de lenços com muco nasal do Hitler. As lágrimas eram da mãe. Todo o ar fictício que dançava pelos ares daquela vida artificial era aplaudido vela vida vegetal que os habitantes levavam – ia ser ali, sim. As páginas agora voltavam, e o inverno sorria, enquanto o inferno queimava de frio, e os pensares ardiam no novo e fútil. Procura fora de Lua, apocalipses empacotadas, aneurismas e crânios expostos à refeição – sede de inteligência, distúrbios alimentares. Iriam reencarnar em todos aqueles aplausos, todos os gritos de guerra, toda a fúria imatura do olhar cego de quem vê. Melodias, batidas mudas, preenchimentos crus, choro sorrido, placentas desfiadas e com prazo de validade. Paranóia moderna, prisão futura, correr tornara-se ilegal. O tempo de avós vinha agora bater à porta e induzir um castigo qualquer entrelinhas que iria saciar os antepassados sedentos. O coro que embalava aquela banda sonora vinha agora revoltar-se de perto, e as cordas estalavam com o aquecimento global da estupidez humana (porque não é saudável morrer de hipotermia). Todos os “bem-haja” dos pianos instáveis sem pernas eram agora o som de fundo de todas as histórias que ainda tinham coragem para se deixar contar às crianças. Ali funcionavam as regras desumanizadas, e havia lei nua de chuva que pairava por todo o verão da esquizofrenia política. Ninguém continuava no nada que agora virava tudo, esvaziava o que já encontrara vazio e atolava o cheio que transbordava já por entre dedos mecanizados a ordens e contra-ordenações. Ninguém batia agora às portas de palha, e o suor de construção era servido em cristal à mesa dos reis do nada.
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Ela, a Soraia, deu forte em toda agente. Marcou toda a gente de uma maneira que ninguem sabe explicar.
Mereceu sim cada lagrima que deitamos naqela noite, naqele momento de despedida. Mereceu cada sorriso, cada palavrao dado, cada coisa minuscula e maiuscula que fizemos. Mereceu ate babar-se toda por um simples peidito dado no quarto dela :D
Merece tudo e mais alguma coisa que lhe possamos dar, e merece ainda ouvir uma , duas, três ou as vezes que forem preciso:
AMO-TE, por duas razoes.
-Por tudo e por nada.
Tou e taramos sempre contigo, e lá na covilha teras sempre o teu cantinho para ti.
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